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Babados de Agosto, 2010
31
AGO
ONU debate na Austrália melhora da saúde global e prevenção da aids

SYDNEY - A melhora da saúde em nível global e, em particular da saúde materna e infantil, por meio da prevenção da AIDS, é o objetivo principal da 63ª Conferência do departamento de Informação Pública da ONU e das ONG dedicadas à saúde, inaugurada nesta segunda-feira, 30, em Melbourne, na Austrália.

O diretor do escritório da ONU dedicado a combater a AIDS, Michel Sidibé, disse que com a ajuda das ONGs as novas infecções de HIV se reduziram em 17% e que só na África foram evitadas 400 mil novas infecções, mas também apontou que não se pode trabalhar apenas em prevenir a doença - é preciso melhorar a saúde em geral.

A conferência pretende avançar nos Objetivos do Milênio da ONU que têm como horizonte 2015 e que inclui, entre outros, a erradicação da extrema pobreza e da fome, o acesso universal à educação, a redução da mortalidade infantil e de doenças como a AIDS, a igualdade entre os sexos, a melhora da saúde materna, a sustentabilidade meio ambiental e a conquista de
um pacto global para o desenvolvimento. "Os objetivos 3, 4, 5 e 6 são um grupo indivisível", disse Sidibé ao se referir que a saúde é necessária para conseguir a autonomia da mulher, reduzir a mortalidade infantil e combater a AIDS, a malária e outras doenças.

Mais de 1.400 delegados de 70 países participam do evento, de três dias, no qual as ONGs que trabalham com a ONU discutirão como melhorar suas atividades. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, deu as boas-vindas em mensagem gravada. Ban Ki-moon disse que as conclusões da reunião de Melbourne servirão para a reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro em Nova York, a fim de avaliar o grau de cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.



Estadão Online - Saúde
29
AGO
Mais perto da cura

Diferentes estudos, a partir de técnicas distintas, obtêm resultados positivos ao tentar provocar a destruição do HIV em células de animais. Apesar de ainda estarem em estágio inicial, representam importante passo na luta contra a AIDS.

Depois de 30 anos pesquisando drogas capazes de impedir a multiplicação do HIV em organismos infectados, a ciência está mais próxima de encontrar meios de matar o vírus, o que significaria a verdadeira cura da AIDS. Estudos recentes realizados com modelos animais mostram que isso é possível, por meio de mecanismos que fazem o HIV se autodestruir. Embora as pesquisas ainda estejam em estágio embrionário, elas significam um passo gigantesco, tratando-se de uma doença cujo diagnóstico era considerado um atestado de óbito há pouco mais de duas décadas.

Publicado nesta semana no periódico científico Journal of Virology, um dos estudos mais promissores conseguiu estimular a autodestruição do HIV a partir da combinação de duas drogas já aprovadas pelo FDA, órgão de regulamentação de fármacos dos Estados Unidos, utilizadas atualmente no tratamento de câncer. Esse tipo de abordagem, chamado de reposicionamento de drogas, é o mesmo do primeiro medicamento capaz de reduzir a multiplicação do HIV, lançado em 1987. Incialmente, o AZT era recomendado para pacientes com tumores malignos (veja linha do tempo).

"A vantagem em relação a se descobrir uma nova droga é que já sabemos muito sobre essas duas substâncias. Não vamos precisar repetir os estudos. O que teremos de fazer é demonstrar sua eficácia com esse novo enfoque", explicou ao Correio a médica Christine Clouser, do Centro de Saúde da Universidade de Minnesota, uma das autoras do estudo. "Essa descoberta dá esperança para uma nova abordagem que, um dia, poderá ajudar 33 milhões de pessoas ao redor do mundo que já vivem com o HIV", completou o virologista molecular Louis Mansky, que também participou da pesquisa.

De acordo com Mansky, as duas drogas - decitabina e gemcitabina, também aprovadas no Brasil -, quando combinadas, conseguiram eliminar a infecção por HIV em ratos, fazendo com que o vírus sofra uma mutação que o leva à morte, processo conhecido como mutagênese letal. "A habilidade do HIV de se modificar é o que faz dele um alvo difícil de se tratar. O que fizemos foi tirar vantagem desse comportamento, estimulando sua mutação, mas de forma a transformá-lo em uma arma contra ele mesmo."

Os pesquisadores da Universidade de Minnesota afirmam que essa é a primeira vez que foi possível atacar o vírus até a morte, sem causar efeitos tóxicos. Como ambas as substâncias já têm aprovação do FDA, eles acreditam que, se os efeitos positivos forem verificados em animais de maior porte, será muito mais fácil desenvolver o medicamento para uso humano. "A primeira coisa que precisamos fazer é descobrir como combinar as duas drogas em forma de PÍLULA, porque, na pesquisa, utilizamos as substâncias injetáveis", conta Christine Clouser. Depois disso, eles terão de verificar se, em modelos mais complexos que os ratos, as duas drogas combinadas não serão tóxicas ao organismo.

O estudo de Clouser e Mansky vai ao encontro de outra pesquisa divulgada recentemente na revista especializada AIDS Research and Therapy . Os cientistas da Universidade Hebraica de Jerusalém também conseguiram destruir o HIV em células infectadas, injetando nas estruturas uma dose de DNA viral. Segundo os autores, somente as células doentes morreram, um aspecto vital para o desenvolvimento de uma terapia baseada na pesquisa.

Um dos autores do estudo, o professor Abraham Loyter explica que, na infecção, o HIV se espalha pelo corpo humano depois que o DNA viral é incorporado ao genoma das células do hospedeiro. Quando isso ocorre, o HIV injeta nos genes da pessoa infectada uma quantidade pequena de DNA, suficiente apenas para replicar o vírus no organismo. O que a equipe de pesquisadores descobriu foi que, aumentando essa quantidade, as células infectadas passam por um processo chamado apoptose, que consiste na autodestruição celular.

"Para atingir esse objetivo, desenvolvemos peptídeos que podem penetrar as células infectadas e estimular a atividade da integração viral. Essa estimulação resultou no aumento do número de moléculas de DNA viral nas células infectadas. Com isso, elas entraram em um 'estágio de pânico' desordenado, provocando sua autodestruição", explicou Loyter ao Correio. "Embora extremamente promissora, a pesquisa é preliminar e precisamos fazer mais testes", lembra.

Proteína

Já na Universidade de Loyola, nos Estados Unidos, um grupo de pesquisadores procura entender o processo de destruição do HIV com base no estudo de células de macacos rhesus, cujo genoma é 93% idêntico ao dos humanos. Eles usaram um microscópio especial que custa US$ 225 mil para identificar os componentes de uma proteína chamada TRIM5a, que destrói o HIV nos primatas. Segundo Edward M. Campbell, principal autor da pesquisa, a descoberta poderá levar ao desenvolvimento de tratamentos que eliminem o vírus nos seres humanos. O artigo foi capa da edição de 15 de setembro da revista especializada Journal Virology, a mesma que publicou o estudo da Universidade de Minnesota.

De acordo com Campbell, em 2004, outros pesquisadores relataram que a TRIM5a protegia os macacos rhesus do HIV. Primeiramente, a proteína agarra-se ao vírus. Então, outras TRIM5a formam um grupo e destroem o agente. Humanos também possuem essa proteína, mas, ao contrário do que acontece com os macacos, ela protege contra outros vírus, mas não o HIV.

A ideia dos pesquisadores é transformar a TRIM5a em um agente terapêutico efetivo. "Mas, primeiro, precisamos identificar os componentes da proteína que fazem com que ela destrua viroses", explicou Campbell ao Correio. Ele diz que a proteína consiste em aproximadamente 500 subunidades de aminoácidos, sendo que a equipe de cientistas da Universidade de Loyola conseguiu identificar seis diretamente associados à habilidade de inibir a infecção viral nas células dos primatas - Campbell destaca que não foram usados animais diretamente na pesquisa, apenas suas células.

No microscópio, os cientistas observaram como os aminoácidos identificados alteravam o comportamento da TRIM5a. Como continuação da pesquisa, Campbell diz que a esperança é descobrir um aminoácido que consiga não apenas inibir a infecção, mas matar o HIV. "Uma vez que eles sejam identificados, será possível, por engenharia genética, tornar a proteína mais efetiva em humanos. Mas um melhor entendimento do mecanismo da proteína é necessário para o desenvolvimento de drogas que imitem a ação da TRIM5a", diz o cientista.

Para o cientista Abraham Loyter, da Universidade Hebraica de Jerusalém, é preciso ter em mente que, por enquanto, as pesquisas estão em estágios bastante iniciais. "Até agora, esses experimentos só conseguiram 'curar' o organismo infectado pelo HIV em pequenos potes de células cultivadas no laboratório", admite. Mas ele afirma que são iniciativas extremamente promissoras. "Essas descobertas são passos muito excitantes no caminho da erradicação dessa devastadora pandemia global."

1 - Fim da reprodução

A AIDS é tratada com medicamentos que inibem a reprodução do HIV no sangue, mas até agora não existem remédios que conseguem matar o vírus. A terapia combinada dos medicamentos é chamada antirretroviral e, no passado, era conhecida popularmente como "coquetel". Atualmente, de acordo com o Ministério da Saúde, existem 19 medicamentos desse tipo, divididos em quatro classes diferentes. 



Correio Braziliense - Ciência
29
AGO
Novo presidente deve se comprometer com avanços nos direitos homossexuais, reivindicam ativistas

O novo presidente, que assumirá em janeiro de 2011, terá como tarefa a consolidação do Brasil como um Estado laico, é o que desejam ativistas e especialistas em direitos dos homossexuais. Para eles, os avanços nesse tema são obstruídos por questões religiosas que impedem a concretização de bandeiras históricas, como a criminalização da homofobia e a união civil entre parceiros do mesmo sexo. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), entidade que reúne 237 organizações em todo o país, Tony Reis, o estado laico é uma reivindicação do movimento. "Hoje os argumentos contra a nossa cidadania vem de setores fundamentalistas religiosos que se utilizam da Bíblia para incentivar a violência e a discriminação", afirmou. Entre os principais pleitos levados aos candidatos à Presidência da República estão também o acesso ao trabalho para pessoas transexuais e travestis, a segurança pública, o direito ao uso do nome social, maior investimento na saúde e equiparar ao crime de racismo qualquer tipo de violência contra homossexuais.

No âmbito internacional, a homossexualidade, até 1990, era classificada como um transtorno mental pela Organização Mundial da Saúde (OMS). No ano seguinte a Anistia Internacional passou a considerar a discriminação um desrespeito aos direitos humanos. No Brasil, as tentativas de mudanças na legislação se arrastam desde a aprovação da Carta Magna de 1988, quando as entidades representativas tentaram inserir o termo orientação sexual no Artigo 5.º da Constituição, que trata de igualdade de direitos entre os cidadãos. O primeiro projeto de lei (PL) sobre parceria civil entre casais do mesmo sexo foi encaminhado ao Congresso Nacional em 1995, mas durante 14 anos não chegou a ser votado. Em 2009 foi apresentado um substitutivo que o atualizava, o PL 4.914.

Além dele, mais 17 projetos de lei sobre os direitos homossexuais estão em tramitação. Para o juiz de direito do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, Roberto Arriada Lorea, o Legislativo brasileiro representa o que há de mais retrógrado sobre os direitos sexuais e reprodutivos, diferentemente do que ocorre em países como a Argentina e o México, onde o Legislativo é atuante e democrático.

"A cidadania sexual encontra um obstáculo forte de alguns atores religiosos. É lamentável que o Brasil não seja o carro chefe da consolidação de uma cidadania sexual no âmbito da América Latina. O Poder Judiciário vem suprindo esta lacuna e faz avançar por meio da jurisprudência [decisão judicial já proferida que pode servir como fundamento para outras casos]", disse. Sobre o tema união estável, o magistrado defende que este é um direito que está disponível a todas as pessoas independentemente de orientação sexual. "À luz dos princípios constitucionais e da Lei Maria da Penha, que estabelece uma nova definição para a família brasileira independentemente de orientação sexual, o casamento civil é um direito humano e não um privilégio heterossexual," afirmou.

Para Lorea, a educação católica, instituída por meio de acordo recente do governo brasileiro com o Vaticano, propõe a discriminação contra os homossexuais e é incompatível com uma sociedade justa, livre e solidária expressa na Constituição. "Esperamos um governo mais posicionado e radical. Se temos uma proposta de um Brasil sem homofobia, não podemos admitir o ensino religioso na escola pública", disse. O antropólogo e fundador do Grupo Gay da Bahia (GGB), Luiz Mott, disse que o Brasil é um país contraditório no tratamento aos homossexuais. "Tem o lado cor de rosa, é o campeão das paradas gays, e tem a associação de BGLT, mais organizada da América Latina, mas tem o lado do vermelho sangue, representado pela homofobia. A cada dois dias um gay, uma TRAVESTI ou uma LÉSBICA é barbaramente morto, vítima de crimes de ódio", afirmou.

Segundo Mott, nos últimos anos o país acompanhou a tendência mundial de reconhecimento de direitos civis para o parceiro HOMOSSEXUAL. Isto já aconteceu para os funcionários da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, e a mudança no Censo 2010 do IBGE incluirá a variável casal HOMOSSEXUAL. "O Judiciário tem dado pareceres favoráveis nos casos de direito de herança, mudança de nome e operação transgenital, mas esperamos que o presidente eleito tenha mais vontade política para enfrentar as forças reacionárias representadas pelo fundamentalistas religiosos no Congresso", disse. A advogada especializada em direito homoafetivo, Maria Berenice Dias, ratifica a necessidade de mudança na legislação por causa de seu caráter pedagógico e da repercussão social positiva. "As pessoas têm medo de se posicionar sobre o assunto e serem rotuladas de HOMOSSEXUAL.

Sem a aprovação da lei, não se consegue avançar, nem criminalizar a homofobia. Hoje as decisões ficam à mercê da sensibilidade e da ausência de preconceitos de um juiz", afirmou.



Correio Braziliense Online - Política
20
AGO
Público HSH do Rio ganha novo material educativo

A ABIA e o Grupo Pela Vidda/RJ através dos projetos Meninos do Rio & Positivo Social Clube, Parada Obrigatória 2010 e o Programa Babadão da Promoção da Saúde anunciam o lançamento de seu novo material educativo voltado ao público de homens que fazem sexo com homens (HSH): um porta-camisinhas de plástico especial para saunas, praias etc. O evento acontecerá no dia 21 de agosto, a partir das 20h, na Sauna Spazio 18, localizada na Rua Santo Amaro, nº 18, próximo a estação do Metrô da Glória (saída Catete). A entrada no local custará R$ 15,00 de consumação mínima. Apareçam!



ABIA e Grupo Pela VIDDA


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